 A Câmara Municipal da Horta inaugura, amanhã, sexta-feira, dia 7 de Maio, pelas 18h00, nas instalações do antigo Banco de Portugal, uma exposição de pintura intitulada “Visões… deCor” da autoria de Carlos Goudinho que estará patente ao público de 7 a 30 de Maio, de Segunda a Sábado das 15h00 às 19h00.
Segundo o autor, “Olhar... contemplar uma tela branca... visionar o espaço e dar-lhe cor é o trabalho que apresento nos Açores, mais concretamente, na Cidade da Horta. Cada quadro, é o retirar de um número infinito de imagens o que de mais puro elas possam trazer. O aproveitar das formas, o escolher das cores e o aceder ao conteúdo é o que faz crescer as minhas "VISÕES...". De outra forma, é o puro diálogo entre o real e o imaginário. Resumindo é a leitura "...deCOR" do consciente assustado, visionário e contemplativo. Desta forma crio um conteúdo traçado à medida de cada tela. Os trabalhos que mostro, nas Antigas Instalações do Banco de Portugal, na Horta são um percurso simples, entre o passado recente e o presente. Fico grato por ter esta oportunidade de mostrar parte do meu trabalho na Ilha dos Viajantes, com a cidade virada para o ponto mais alto de Portugal.”
Curriculum do Artista Nascido em S. Lourenço de Mamporcão (Estremoz), Carlos Godinho possui um currículo diversificado, tendo dedicado parte do seu tempo à pintura de cartazes e catálogos, à ilustração de capas de livros e a um bom número de colaborações jornalísticas e radiofónicas. Licenciado em Ensino na variante de Educação Visual, pela Escola Superior de Educação de Portalegre (E.S.E.P.), frequentou a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e é Mestre em Sociologia pela Universidade de Évora. Carlos Godinho considera que a pintura a óleo deixa antever uma “forma diferente” de olhar a cor dos espaços que se podem contemplar. Cada traço pode ser olhado de múltiplas formas. Assim, cada quadro é o despertar para uma realidade de descobertas para além do consciente. A luz, a forma e a cor transportam-nos para um número (in)finito de construções que apenas cada um pode percepcionar. Em cada ponto visionamos um equilíbrio expresso nos modelos. Aqui não temos que olhar o que nos é comum mas o que nos conduz a uma visão mais lata de tudo quanto nos rodeia. Cada pintura é mais do que aquilo que conseguimos fotografar. É aquilo que nós queremos em cada momento. É o que se pode ver naquilo que cada tela apresenta.
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